“O Cavaleiro das Trevas Ressurge”, o último filme da trilogia abordada por Nolan, que se inspira na série de quadrinhos “Batman: Knightfall”, de 1993, em que Batman volta a Gotham City (Nova Iorque) após uma ausência de dez anos, e marca o surgimento do vilão Bane (interpretado por Tom Hardy), transpassa discussões contemporâneas e políticas sobre a economia atual e sobre o questionamento do capitalismo. O “vilão” da vez, vindo das profundezas da sociedade das trevas, tenta restaurar o socialismo de raiz, intrínseco de Karl Marx. Há quem compare com o filme anterior, que imortalizou o coringa de Heath Ledger, mas isto é um erro, porque são temáticas diferenciadas utilizando-se de um mesmo super-herói. Na versão em questão aqui, o conteúdo político é aprofundado, gerando ampliações de possíveis modelos econômicos. O diretor utiliza-se de gatilhos comuns, de diálogos mais teatralizados e de clichês referenciais, talvez a fim de suavizar a carga explícita da violência psicológica.
Concluindo, o filme é um excelente exemplo de analise política sobre a forma de economia atual e sobre o radicalismo de se tentar mudar o caminho das ações. Não estou aqui para expor detalhes da trama, então finalizo com a sinopse, que traduz exata e unicamente o que o espectador precisa saber, não podendo deixar de mencionar a personagem Selina Kyle/Mulher-Gato e Bane (vivida por Anne Hathaway, de “O Diabo Veste Prada”) Batman (Christian Bale, de “Psicopata Americano”) é perseguido pela lei depois de ser acusado de ter assassinado do promotor Harvey Dent. A busca, liderada por seu amigo Comissário Gordon (Gary Oldman, de “Drácula de Bram Stoker”), não chega a lugar algum, mas obriga o herói a abandonar sua identidade secreta. Em meio à dor pela morte de seu amor Rachel Dawes (Maggie Gyllenhaal), oito anos depois, até que o Homem-Morcego é obrigado a voltar à ativa quando o líder terrorista Bane (Tom Hardy) chega a Gotham City trazendo o caos e destruindo tudo a sua frente. Vale à pena assistir. RECOMENDO.

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